domingo, 27 de junho de 2010

Sobre Ser um Bombeiro, entre Outras Coisas

Quem não teve um herói na infância? Aquele que era invencível, que atuava sozinho ou com sua equipe, mas que era simplesmente "o herói"?

Tive muitos destes, as vezes ele ía mal no início da história, mas com toda sua persistência e garra, ele conseguia superar as dificuldades e nos concedia um belo final feliz. Desde o "Super Herói Americano" passando por Jaspion, Changeman, Spectreman (é isso mesmo, estou quase no limite da idade), Batman, Superman, Spiderman, Meu Pai, até chegar em heróis modernos, como Dr. Jack Sheppard e Sawyer, de Lost. Todos fizeram parte da minha vida, e levo um pouco de cada um deles em mim.

Até mesmo meus brinquedos e brincadeiras sempre foram ligados a aventuras. Até parece que tudo estava escrito, e que seria uma questão de tempo até eu me tornar um herói de verdade.

Mas como escolhemos livremente nosso caminho, fiz algumas escolhas que não foram tão certas e a necessidade e a preocupação foram simplesmente apagando de minha mente vontades que até então estavam iminentes. De reprovações em concursos até falência de empresa e falência pessoal, tudo aconteceu comigo.

Depois de algum tempo e de algumas derrotas, me vi a frente de um novo desafio, que era entrar para o Corpo de Bombeiros de Goiás e me tornar um oficial. Nada impossível, tantos já conseguiram... Mas ainda restava em mim o medo de sempre, que me impediu de obter conquistas anteriores.

Então aceitei o desafio e me pus contra medos, incertezas e frustrações. Foram muitos dias de luta, estudo e trabalho. Tudo isso somado a quase dois anos de sedentarismo, que foram deixados de lado em 2 meses.

Consegui. Me vi aprovado em duas vagas, soldado e cadete CBMGO! Eu não consigo descrever a emoção que senti para ninguém. Foi como um banho de felicidade, uma sensação de júbilo, um êxtase. Só quem passou por isso sabe do que estou falando.

E eu, que não acreditava mais em mim mesmo, acabei sendo um herói de mim.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sinto vergonha de mim! Cleide Canton


"Por ter sido educadora de parte desse povo,

por ter batalhado sempre pela justiça,

por compactuar com a honestidade,

por primar pela verdade

e por ver este povo já chamado varonil

enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim

por ter feito parte de uma era

Que lutou pela democracia,

pela liberdade de ser

e ter que entregar aos meus filhos,

simples e abominavelmente,

a derrota das virtudes pelos vícios,

a ausência da sensatez

no julgamento da verdade,

a negligência com a família,

célula-mater da sociedade,

a demasiada preocupação

com o "eu" feliz a qualquer custo,

buscando a tal "felicidade"

em caminhos eivados de desrespeito

para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim

pela passividade em ouvir,

sem despejar meu verbo,

a tantas desculpas ditadas

pelo orgulho e vaidade,

a tanta falta de humildade

para reconhecer um erro cometido,

a tantos "floreios" para justificar

atos criminosos,

a tanta relutância

em esquecer a antiga posição

de sempre "contestar",

voltar atrás

e mudar o futuro.

'Tenho vergonha de mim

pois faço parte de um povo

que não reconheço,

enveredando por caminhos

que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,

da minha falta de garra,

das minhas desilusões

e do meu cansaço.

Não tenho para onde ir

pois amo este meu chão,

vibro ao ouvir meu Hino

e jamais usei a minha Bandeira

para enxugar o meu suor

ou enrolar meu corpo

na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,

tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

"De tanto ver triunfar as nulidades,

de tanto ver prosperar a desonra,

de tanto ver crescer a injustiça,

de tanto ver agigantarem-se os poderes

nas mãos dos maus,

o homem chega a desanimar da virtude,

a rir-se da honra,

a ter vergonha de ser honesto".

Ruy Barbosa

sábado, 30 de janeiro de 2010

SAMBA QUE TE QUERO SEMPRE

Desde criança fui ninado à samba.
Minhas lembranças da infância sempre são acompanhadas de algum samba, e parece que só hoje que me dei conta o quanto foi importante na minha vida.
Estou revendo alguns sucessos, e outros não muito conhecidos no youtube, excelentes como sempre... é a raiz brasileira (sem desmerecer o música sertaneja raiz).
Portanto, ouçam samba (não o pagode).

domingo, 3 de janeiro de 2010

(in) Feliz Ano Velho, Vade Retro!


23:07 (ouvindo Man in The Mirror, Michael Jackson)



Quantas mudanças...

O que eu nunca esperava para a minha vida aconteceu neste último ano: retrocesso, crise mundial batendo em minha porta, falência, endividamento e fim de um projeto. Como é penoso lembrar que um projeto de vida foi pelos canos, e com ele foi também muito de mim (mas isso não vem ao caso hoje).

Há pouco mais de dois anos quando idealizei "meu mais grandioso projeto" não imaginava a bancarrota. Investi o que tinha, não muito, e foi-se. É muito estranho ver como um sonho se desfaz.

Educação é tudo. Ainda bem que quando meus pais repetiam aqueles incessantes "vá estudar" eu ía, um pouco a contragosto, mas ía. Pois bem, o que me segurou foram meus anos de estudo e a pequena experiência que tive trabalhando, que, somados a um grande amigo, me colocaram de volta na ativa.

E ainda terei que contar com a paciência de muita gente, o que é ruim não nos deixa fácil.

23:52 (ouvindo Bad, ainda do Michael)

Pois bem, chegou 2010. Acredito que será um bom ano. Um ótimo ano. Um excelente ano.
Muita coisa voltou a morar em mim, até a esperança de um novo projeto... mas nada relacionado a dinheiro, parece que pensei tanto em como conseguí-lo que isso cansou minha mente. Quero família, vida, filhos, enfim, quero mais é viver bem.

2009 Nunca mais, literalmente.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ceder agora para não sofrer no futuro.


Em uma sociedade onde valores difundidos pela mídia influenciam no comportamento coletivo, tal como “o brasileiro adora carro”, e onde é “status” possuir veículo automotor, a cada dia a quantidade de automóveis e motocicletas só aumenta e com isso também é elevado o nível de poluentes na atmosfera. Chegou a hora de se rever conceitos para que, no futuro, medidas drásticas não sejam tomadas afim de reduzir a poluição veicular.

O aumento do poder de compra do brasileiro e a facilidade na aquisição de crédito concederam uma abertura para que, praticamente, todas as camadas sociais pudessem adquirir o tão sonhado bem pessoal que é o veículo. Desta forma passaram a integrar melhor a sociedade, interagindo democraticamente no trânsito os ricos, a classe média e as classes menos favorecidas.

Esse fato, porém, está agravando a situação ambiental, pois, cada cidadão que adquire um automóvel ou motocicleta, deixa de utilizar outros meios de transporte e passa a ser mais um emissor de poluentes.

No cenário atual, onde cada vez mais prioriza-se o meio ambiente, no Brasil pouco se vê de incentivo à utilização de meios de transporte não poluentes, como a bicicleta. O aumento da quantidade de ciclovias e incentivos fiscais para quem utilizasse este tipo de transporte, como a concessão de descontos no pagamento de IPTU, favoreceria e tornaria mais atrativa a troca do veículo pela velha e conhecida bicicleta.

Outro fato que poderia auxiliar na difusão do uso da bicicleta seria incluir na educação para o trânsito os efeitos de seu uso, citando os benefícios para a saúde do usuário bem como ao meio ambiente.

Frente ao cenário atual, espera-se que políticas públicas incentivando o uso de meios de transporte coletivos e não poluentes sejam intensas e eficazes, fazendo com que a cultura da utilização do carro e da moto por qualquer motivo seja reduzida e desta forma reduzindo a emissão de poluentes, para que não chegue a hora em que o cidadão seja obrigado a deixar seu carro em casa devido a um rodízio e saia para as ruas usando máscaras sob um sol escaldante e temperaturas elevadíssimas condicionadas pelo aquecimento global.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A Nova Gripe

O medo de uma nova "gripe espanhola" trouxe a tona o desespero da desinformação somada a uma pandemia mal explicada, que induz o pavor coletivo de ver sua sociedade atacada por um vírus, até então, mortal.

A doença que dizimou boa parte da população européia no século XIX, Gripe Espanhola, é sinônimo do medo explicitado atualmente frente a Gripe A. O aumento do número de casos da doença, sua propagação e, consequentemente, um maior número de óbitos, faz jus ao medo da população de que essa doença seja tão letal quanto a versão do passado. Sentimento este que poderia ser abrandado, até mesmo evitado, se as informações sobre a doença fossem melhor divulgadas.

Quando a doença tomou notoriedade (a partir da notificação dos primeiros casos nos EUA), as primeiras informações eram escassas, dispersas e não orientavam bem a sociedade _ nem como se prevenir, tampouco quando procurar ajuda. O que se via nos meios de comunicação era um grande alarde, como se a humanidade estivesse a beira de um colapso de saúde.

O que acalenta a sociedade neste momento é saber que o tratamento medicamentoso está sendo bem sucedido e que medidas preventivas estão sendo tomadas para conter a doença, que passou de "bicho de sete-cabeças" 'a fato do cotidiano simplesmente com a propagação da informação.

sábado, 3 de outubro de 2009

Petróleo e Progresso para o Futuro


A descoberta de bilhões de barris de petróleo traz o progresso iminente dos possíveis rendimentos advindos dessa exploração, mas também confronta com a utilização e o desenvolvimento de fontes renováveis de energia.

Anos de investimentos em pesquisa e exploração de petróleo em águas profundas, por parte da Petrobras, propiciaram a descoberta das reservas do pré-sal, que estão situadas há mais de sete mil metros abaixo do nível do mar.

Os custos de exploração serão altíssimos porém, posteriormente, o comércio do produto extraído gerará riquezas para o país. Grandes investimentos em educação, saúde, moradia, entre outros, servirão de alavanca para a sociedade brasileira, que será diretamente beneficiada com a exploração dessa riqueza natural.

Por outro lado, enquanto o mundo batalha para reduzir a quantidade de carbono emitida através da queima de combustíveis fósseis, o Brasil estará contribuíndo para uma nova fonte de emissão de carbono, aumentando cada vez mais as consequencias nocivas do Efeito Estufa. Também deve-se lembrar dos esforços em pesquisa e desenvolvimento de fontes renováveis de energia, até então como foco principal dos acordos internacionais do governo, que foram "deixados de lado".

O que se espera do progresso advindo do pré-sal é que realmente os recursos sejam bem empregados, seja em benefícios 'a população, seja em políticas de conservação e proteção do meio-ambiente.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Liberdade, Ainda que Tardia

Gritos roucos; necessidade de falar, de ser ouvido e a possibilidade de ir e vir sem nenhuma interrupção. É esta a real necessidade do povo palestino e israelense, e não mais um "Muro de Berlim" separando famílias, amigos e fiéis de seus lugares sagrados.

O caos sempre esteve presente na história judia e muçulmana, em se tratando da ocupação da terra sagrada que ambos reclamam. Desde os tempos das cruzadas até o atual Estado de Israel, sempre houve conflitos sangrentos.

Como se não bastasse a experiência ruim que os próprios judeus tiveram nos guetos de Varsóvia, agora eles mesmos a praticam em seu território e no território ocupado da Palestina, em um método abolido desde o final da década de noventa na Alemanha, que é o "Muro da Vergonha".

Resta a esperança de uma liberdade, ainda que tardia, para um povo que sempre foi oprimido e discriminado por sua religião, em uma terra autônoma, reconhecida e livre, onde eles possam ir, vir, falar, ouvir e orar sem a interrupção do estampido seco de um tiro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sei lá... A vida tem sempre razão.

Tem dias que eu fico
Pensando na vida
E sinceramente
Não vejo saída
Como é, por exemplo
Que dá pra entender
A gente mal nasce
Começa a morrer
Depois da chegada
Vem sempre a partida
Porque não há nada
Sem separação

Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, sei lá
Só sei que ela está com a razão

A gente nem sabe
Que males se apronta
Fazendo de conta
Fingindo esquecer
Que nada renasce
Antes que se acabe
E o sol que desponta
Tem que anoitecer
De nada adianta
Ficar-se de fora
A hora do sim
É um descuido do não

Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão

terça-feira, 9 de junho de 2009

SACOS PLÁSTICOS - NOVO CD DOS TITÃS



























Eu estava lendo algumas coisas no uol e tinha um convite lá para ouvir o novo disco dos Titãs.

Triste.
:(

Muito triste.
:((


Tristíssimo.
:((((((((((((((((((((((((((


Como uma banda como os Titãs eram conseguiram virar isso que são hoje? Acho que deveriam lançar cds como os "Novos Titãs", para zelar do antigo nome da banda. Acredito que o novo estilo de música que fazem agora até atrapalha as jovens de hoje começar a ouvir os antigos sucessos...
Canções como " Será que é Isso que eu Necessito", "Pulso", "Dissertação do Papa sobre o Crime seguido de Orgia" ou "Marvin"? Acho que nunca mais.

Realmente muito triste.
:(((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((