
Me chamo Ahmad Said. Sou palestino, muçulmano, tenho 16 anos e pouca alegria.
O meu nome é uma homenagem ao sheik Ahmad Yassin, um idealista da fundação do Hamas, e nasci na cidade de Al Qubbah, arredores de Gaza.
Sempre vivi um pouco isolado do restante das pessoas, tanto na escola quanto no bairro que morava (que hoje já não existem mais), mas não porque eu queria, mas porque meu pai assim o fazia. Ele foi um militante ativo do Hamas, um herói que morreu em combate.
Tenho algumas lembranças vagas de estrondos ensurdecedores e hospitais. Tenho uma cicatriz na perna direita, minha mãe diz que foi por causa de um míssil Derby Israelita. Já meu irmão mais novo, perdeu a perna direita. Quando pequeno, nunca entendi muito bem o porquê de tanta dor, tanto sangue e tanto ódio. Sempre ouvia um zunido, barulho de bombas, grito e choro, muito choro. Agora vejo que este ódio também está brotando em mim e me rói como um rato.

Uma esperança apareceu para minha família, fui convidado à integrar o corpo militar do Hamas. Em troca de meus serviços prestados, minha família irá para o Líbano, lá ela contará com toda ajuda e infra-estrutura oferecida pelo Hezbolah: moradia, escolas, hospitais e uma vida regida pelo Corão.

Agora estou me preparando para lutar, minha força será aumentada por Alá e vou combater o inimigo Sionista e retirá-lo de nossas terras. Isto é Jihad, e nunca irá acabar.

"Alá é seu objetivo, o Profeta seu modelo, o Corão sua constituição, a Jihad seu caminho e a morte pela causa de Alá sua mais sublime crença." Corão, artigo 8.
Um comentário:
"inimigo sionista", "alá", "jihad"... Captou a essência do problema!!! Religião! Já parou pra imaginar como seria aquele barril de pólvora sem isto? Okey! Concordo... surgiriam outras diferenças. Mas vamos lá, um problema por vez!!!
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